Busca no site
| As quatro nobres verdades na perspectiva do Prajma Paramitta |
|
|
|
Conjunto de 3 DVDs com os ensinamentos do Lama Padma Padma Samten sobre As quatro nobres verdades. Foram gravados numa série de palestras promovidas pelo CEBB Rio, em setembro de 2005, com duração total de 7 horas e 8 minutos. O ensinamento sobre as quatro nobres verdades é um dos mais fundamentais do budismo, o primeiro dado pelo Buda após sua iluminação. Diz respeito ao reconhecimento do sofrimento e da identificação de sua origem, da possibilidade de sua cessação e do caminho que leva a este objetivo. Nós podemos interpretar as quatro nobres verdades e o Prajna Paramitta como sendo uma experiência nossa. Também podemos examinar as quatro nobres verdades como sendo um método que podemos usar, e nesse caso é bom que entendamos as vantagens e desvantagens desse método, e em que condições ele pode ser útil, e qual seu propósito, efetivamente. Tenho visto ensinamentos sobre as quatro nobres verdades ou sobre os doze elos onde eles são apresentados como sendo o caminho completo. Os doze elos da originação interdependente também são muitas vezes apresentados como sendo o caminho completo. Nesta perspectiva do Prajna Paramitta também vamos passar pelos doze elos, porque os doze elos são descritos dentro do Prajna Paramitta. As quatro nobres verdades são o próprio caminho de Buda, que nos leva de onde estamos até a completa liberação. Começamos por avaliar nossa situação atual, como e onde estamos, depois percebemos que dali se descortina todo um caminho, o caminho dos oito passos que tem em seu final a realização da sabedoria transcendental, que é o Prajna Paramitta.
A introdução às quatro nobres verdades se faz pela compreensão do sofrimento. Essa palavra "sofrimento" não traduz perfeitamente a palavra em sânscrito que é dukka. Essa palavra dukka é realmente muito importante. Nós vamos estudar dukka e o sofrimento por uma razão simples. De tanto em tanto, em meio a nossos afazeres e atribulações a gente se pergunta: será que eu estou indo realmente em direção a algum lugar? Está tudo tão parecido. Isso é porque nos giramos em ciclos ou círculos, vivemos os que se chama no budismo a experiência cíclica. Essa experiência cíclica é o fato que as coisas melhoram e pioram, nós vamos promovendo mudanças mas vamos essencialmente encontrando uma experiência cíclica, onde as coisas melhoram e pioram. A base da compreensão de dukka ou do sofrimento é justamente a compreensão de porque ou como se dá, e a inevitabilidade dessa experiência cícilica. Diz-se que não apenas os seres humanos, mas todos os seres estão submetidos a essa experiência cíclica, estão submetidos a dukka. Essa categoria não é uma categoria ocidental, então não temos propriamente uma palavra para isso. O sofrimento em nossa cultura é apontado como tendo uma outra origem, outra descrição. Nós fazemos esforços, nos organizamos, rezamos, mas não obtemos resultados estáveis. Pode ser que cheguemos a um ponto onde nos perguntamos: mas por que isso? Esse é um bom ponto para nós entrarmos no dharma, esse é um bom momento. Enquanto nós temos certeza sobre qual o esforço que devemos fazer para então resolver de vez todos os nossos problemas, ainda não estamos no ponto de ouvir e verdadeiramente entender os ensinamentos budistas, que começam com dukka. A noção de dukka exige essa predisposição a nos abrirmos para examinar nossos objetivos. Este ensinamento é comum a todas as escolas budistas, no entanto na escola Mahayana com o Prajna Paramitta somos apresentados a uma perspectiva onde já não existe o sofrimento, nem sua causa, sua superação ou o caminho que leva à superação do sofrimento. Nagarjuna apresentou os doze elos, que descrevem a experiência cíclica, como a origem das quatro nobres verdades. É no Prajna Paramitta que finalmente se encontra a superação dos doze elos.
|






