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Cultura de paz e responsabilidade universal PDF Imprimir E-mail
Capa DVD Cultura de paz e responsabilidade universal
3 DVDs - 6h 19min.
R$ 100,00

Conjunto de 3 DVDs com os ensinamentos do Lama Samten sobre a Cultura de Paz e Responsabilidade Universal. Foram gravados numa série de palestras CEBB Rio, em maio de 2005, com duração total de 6 horas e 19 minutos.

Os ensinamentos tradicionais se estabelecem naturalmente dentro de um conceito de cultura de paz. Como vocês podem olhar, em qualquer estrutura tradicional há um conceito de cultura de paz. Se não há uma cultura de paz, seja como for descrita, a espiritualidade não tem sentido.

Sua Santidade o Dalai Lama, em seu esforço para estabelecer uma conexão entre o pensamento budista e o mundo moderno ocidental, desenvolveu a expressão "Responsabilidade Universal" e tem divulgado esta mensagem por todas as direções desse nosso planeta.

Se vocês refletirem como isso se estrutura, isso tem uma "engenharia espiritual", se é podemos chamar essa articulação de engenharia. Mas é realmente uma engenharia.

Quando entendemos esta noção de responsabilidade universal é como se gerássemos, como se ficasse claro para nós um tipo de sonho positivo que nos conduz no caminho e nos possibilita construir o mundo de uma forma positiva. Neste sonho nós somos felizes, nos relacionamos bem com os outros, a natureza está preservada, nós temos saúde, temos educação, podemos crescer de uma forma positiva.

veja um trecho do vídeo

Este é um bom sonho. Nós poderíamos sonhar variados sonhos. Um dos sonhos que podemos sonhar é assim: no futuro vamos ter guerras, é bom nos prepararmos para isso. Então quando olhamos para a frente, podemos construir nossos sonhos em diferentes direções. Nós podemos ter sonhos coletivos favoráveis.

Esse é o ponto que vai nos levar à noção de responsabilidade universal. Para termos um sonho, é bom que ele não seja aleatório. Então que referencial podemos escolher para nosso sonho?

O Dalai Lama diz: todos os seres aspiram à felicidade e aspiram a se livrar do sofrimento. É como se já tivéssemos um sonho base, não só os seres humanos, mas todos os seres aspiram à felicidade e a se livrar do sofrimento. Nós aspiramos à felicidade, não faz sentido para nós construir alguma coisa que vai gerar sofrimento, queremos construir alguma coisa que gere felicidade.

Então já temos um referencial natural para nosso sonho, é só tomar o cuidado para não sonhar um sonho que vá contra esse referencial.

Então refletimos um pouco e descobrimos que não existimos sozinhos num sentido convencional, só existimos como seres de relação. Ainda que todos nós só possamos existir como seres de relação, essa reflexão é muito profunda e muito cheia de consequências.

Cada um de nós pode dizer sua própria profissão. Uma pessoa pode dizer: eu sou professor. Mas nenhum professor pode ser professor se não tiver alunos na frente.

Sempre nos construímos através de processos de relação que estabelecemos. Se a pessoa disser: eu sou namorado ou namorada, naturalmente tem que haver alguém do outro lado. Quando somos pais ou mães, podemos dizer: eu lhe dei a vida, meu filho. Num certo sentido, nós fazemos surgir os filhos, mas os filhos fazem surgir os pais. De lado a lado, um faz surgir o outro, são processos de relação.

Quando nos definimos através de profissões, como médicos, dentistas etc., é a mesma coisa. Nós somos isso porque há outras pessoas em processo de relação com o que somos. Não existimos sozinhos. É evidente que o profissional vai andar melhor quando seus alunos estiverem melhor, quando os seus clientes estiverem melhor, quando seus filhos estiverem melhor, quando as namoradas estiverem sorridentes.

Sem uma cultura de paz, sem a visão da responsabilidade universal, a vida se torna insatisfatória e a própria sustentabilidade da vida no planeta fica ameaçada. Nesse sentido, o mundo real enquanto mundo possível e sustentável é o mundo da cultura de paz e não o mundo como pensamos que ele é a partir das nossas visões obstruídas.