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| Educação e Budismo, caminho amplo |
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Neste DVD, com 2h 02min., o Lama Samten fala sobre a educação vista sob a ótica budista. Toda a educação no budismo está baseada em recuperar a liberdade. O objetivo da educação budista não é adaptar o ser à experiência convencional de um mundo circundante, pré-existente e independente. Nossa experiência convencional é de que, se desaparecemos, o mundo continua. Convencionalmente vemos um mundo que nos acolhe, mas que é separado de nós. Esta é a experiência de samsara. No sentido budista, quando olhamos esta situação, não seguimos esta perspectiva. Os Budas olham esta situação de outra maneira, eles foram além dos diversos processos ilusórios da mente. Ao examinar o tema da educação, vamos utilizar como base os doze elos da originação interdependente, como temos feito para tratar de todos os temas de diálogo do budismo com outras disciplinas. A razão é simples: quando estudamos a roda da vida e os doze elos, nós terminamos por encontrar todas as bases conceituais, paradigmas e pressupostos que estabilizam a sociedade ocidental, e que propiciam os fundamentos para o desenvolvimento de seus vários elementos. Assim, nós vamos encontrar, por exemplo, os doze elos da originação interdependente como a base de todo o samsara, e esse é um ensinamento tradicional do budismo. Quando estudamos a imagem da roda da vida, vamos encontrar em seu aro externo doze seções que representam as doze formas que podemos dizer serem formas de pensamento herético, doze formas equivocadas de agir com a mente, e junto com a ação da mente, produzir ação de energia e ação de corpo.
São doze formas de produzir a experiência da realidade de modo equivocado que conduzem inevitavelmente ao que chamamos de experiência cíclica. Experiência cíclica como algo que não produz nenhum resultado; nós vencemos e perdemos, vencemos e perdemos e não vamos a lugar nenhum. Estamos todos imersos nesse processo, e no budismo nós entendemos como isso se organiza e como podemos sair dessa perspectiva. Nessa análise da roda da vida vamos entender que essa disposição da roda da vida não é uma realidade externa, é uma forma de olharmos para o mundo e construirmos a nossa experiência de mundo. A roda da vida não é algo fixo, externo, ainda que a gente tenha como parte de nosso engano a sensação de que as coisas são feitas por paredes, por prédios, ruas, fios, objetos e pessoas. No budismo nós vamos entender que as coisas são feitas através de um modo pelo qual nós olhamos para tudo e que há outras formas de olhar a realidade e aproveitar a nossa experiência de forma mais ampla. O budismo como um todo desenvolve uma perspectiva positiva, uma perspectiva otimista, uma perspectiva na qual as situações são possíveis de serem resolvidas.
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