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| Como meditar - a meditação como ferramenta para lidar com as aflições mentais |
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Muitos sutras e outros textos budistas destacam os benefícios da meditação. Todos dizem essencialmente a mesma coisa: é muito mais benéfico meditar por apenas um dia do que ouvir ensinamentos e analisá-los por eras incontáveis. É também muito mais importante meditar por um curto período de tempo do que acumular vastas e benéficas atividades por um tempo muito longo. Isso não quer dizer que não haja benefício ou sentido nas outras práticas. Ao contrário, é extremamente benéfico ouvir os ensinamentos do Dharma e pensar sobre o significado do que se ouviu. Entretanto, a prática da meditação supera o benefício de qualquer outro tipo de prática que possa ser feita. É importante saber porque se deve praticar a meditação. Existem dois tipos principais de meditação: meditação analítica e meditação de pacificação mental. A escola Madhyamika deu explicações detalhadas e claras sobre como os objetos externos e fenômenos são, na realidade, vacuidade. Na meditação analítica, meditamos sobre estas razões e argumentos, entretanto é realmente muito dificil meditar sobre a vacuidade dos fenômenos. Na tradição Tântrica, ou Vajrayana, do Tibet, em vez de se meditar sobre a natureza dos fenômenos externos, meditamos sobre a própria mente. A técnica de meditação Mahamudra é essencial e única à tradição Vajrayana. Tashi Nangyal, que viveu há 400 anos no Tibet observou que, no seu tempo, existiam pessoas que praticavam meditação mas não entendiam a verdadeira natureza dos fenômenos, e os que conheciam a verdadeira natureza mas não praticavam meditação. Ele disse que era importante combinar a prática da meditação com o entendimento analítico dos ensinamentos. O primeiro Jamgon Kongtrul Rinpoche, Lodro Taye, disse que uma pessoa sem a visão de como praticar a meditação é como uma pessoa sem mãos tentando subir uma montanha. Por outro lado, alguém que entende a visão mas não pratica é como uma pessoa rica que é avarenta e não usa seus recursos para beneficiar a si mesmo e aos outros. Mas se a pessoa tem o entendimento da visão e também pratica a visão, ele é como uma grande ave garuda que usa as duas asas para viajar livremente e sem esforço através do espaço. Se combinarmos a sabedoria de ouvir os ensinamentos com a sabedoria da meditação, certamente atingiremos a verdade final.
A razão para ensinar a meditação sobre a verdadeira natureza da mente é que todos os fenômenos são apenas mente. Isso quer dizer que as aparências externas, tais como imagens, sons, cheiros, sabores e objetos tangíveis são meramente mente, e os objetos internos, tais como sentimentos e pensamentos de prazer, dor, apego e raiva são também apenas mente. Todas estas variadas experiências de corpo e mente retornam para a própria mente. Quando falamos que "meditamos sobre a mente" estamos nos referindo à verdadeira natureza da mente, ou ao modo que a mente é. Na tradição Vajrayana o mestre aponta a natureza da mente para o discípulo: este apontar é chamado semtri, onde sem significa "mente" e tri significa "guiar alguém". Assim, semtri quer dizer "guiando a mente ao conhecimento da mente como ela é". O primeiro ensinamento do mahamudra é de "todos os fenômenos são mente", ou "todos os dharmas são mente". Este ensinamento é apresentado antes porque a natureza da mente é o mais importante no mahamudra. Na escola de Budismo Mente Apenas ou Chittamatra, a noção de que tudo é mente é explicada muito detalhadamente. A visão de que todas as aparências - montanhas, casas, árvores etc. - são apenas mente é explicada por um conjunto de argumentos lógicos. Entretanto, quado se pratica, não estamos preocupados com se essas aparências são mente, porque isso não importa muito para a meditação. Quando praticamos mahamudra, o que nos interessa são nossos estados mentais. Estamos interessados interessados em sentimentos de prazer e dor. Estamos interessados em aspectos da mente que são benéficos para nós, como fé, confiança, compaixão e a aspiração de que todos os seres atinjam a iluminação. Estamos também interessados no que é prejudicial, tal como as emoções perturbadoras (kleshas) de grande apego, raiva e ignorância, com o pensamento discursivo e nossa dependência da noção de eu. Se meditamos sobre a mente podemos entender a mente como ela é. Com esse entendimento, quaisquer qualidades positivas que precisem ser desenvolvidas serão desenvolvidas, e quaisquer qualidades negativas que precisem ser abandonadas serão abandonadas. Neste caminho, boas qualidades como fé e confiança no Buda, o Dharma e a Sangha, a eneregia para praticar, amor e compaixão vão ficar cada vez mais fortes. Ao final deste caminho a sabedoria vai ser revelada. Tudo isso apenas por entendimento da mente como ela é.
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Comentarios
Na meditação anlisamos a mente mas nao prestamos muia atenção ao seu divagar, pois a mente divaga incessantemente ora com a sua ferramente chamada imginaçao, ora com os pensamentos que saos empre parte dela. Ir alem de todo o processo mental e estabelecer-se na felicidade eterna e divina é a essencia é um dever sagrado de todos os sres humanos desta Era.
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