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| Superando as Emoções Negativas |
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A perfeição pode ser atingida por todos. O meio necessário para atingir a perfeição é começar com a prática básica da meditação sentada. Continue com a prática e você vai continuar com no caminho para a perfeição. Se tomarmos um tempo para sentar e começarmos a examinar a nós próprios, vamos descobrir que verdadeiramente desejamos e aspiramos por aquilo que é bom, que traz felicidade e bem-estar. Também queremos ficar livres do que é doloroso, perturbador, frustrante e nocivo. Percebemos que sempre foi assim, e que acreditamos que nossas motivações, atitudes e ações foram direcionadas para estes fins. Apesar disso, vemos que não atingimos estas realizações. Apesar de todo o trabalho duro que fizemos por todos estes anos para atingir estes objetivos, não temos o que buscávamos. Na melhor das hipóteses, as coisas não correram tão bem, na pior as coisas se tornaram seriamente dolorosas, desconfortáveis, perturbadoras. Quando examinamos como isso pode ter acontecido, e como nossas ações foram em sentido contrário ao que desejávamos, vemos que nossas ações e atitudes realmente tiveram origem de nossos desejos egoístas e autocentrados, e de nossas mentes indisciplinadas, respondendo de maneira automatizada aos estímulos. Sentando sozinhos de uma nova maneira, através da meditação sentada básica, começamos a examinar nossas vidas com calma e sanidade. Vemos que em nossa situação cotidiana nos encontramos cheios de emoções conflitantes, pressões e idéias. Nossas mentes caóticas nos impelem para lá e para cá, para frente e para trás, para cima e para baixo. Estamos tão cheios de pensamentos perturbadores que não sabemos como nem porque agimos da forma que agimos. Precisamos experimentar uma sensação mais estável em nossas mentes. Isso pode tomar um longo tempo, porque nossas mentes podem ter ido tão longe no sentido oposto. Entretanto, não importa quanto demore nem quanto esforço e energia sejam necessários, precisamos fazer este trabalho. Precisamos fazê-lo para podermos experimentar esta medida de estabilidade e suavidade mental.
Quando praticamos a meditação sentada começamos a nos sentir à vontade com nós mesmos de uma maneira que nunca nos sentimos antes. Quando podemos nos sentar confortáveis e relaxados, começamos a olhar para nossas ações passadas com uma certa clareza de percepção. Vemos que não estivemos antes em um estado de espírito sensato e razoável e que não fomos capazes de usar nossa inteligência e bom senso para conseguir um entendimento significativo de nós próprios. Pela meditação sentada ou shi-ne, refinamos nossas percepções com uma nova estabilidade e tranquilidade mental, e começamos a atingir nosso potencial. Quando começamos a experimentar a tranquilidade e estabilidade mental e nos enxergamos mais claramente, começamos a enxergar não apenas a nós mesmos e a nossos desejos, mas também os outros seres humanos e seus desejos e necessidade. Começamos a perceber o fato de que as outras pessoas querem tanto quanto nós e pelas mesmas razões a liberação da dor e do desconforto, evitar o sofrimento e confusão. Começamos a imaginar como seria agradável para outros experimentarem a felicidade e o bem estar - a realização de seus sonhos. Enquanto começamos a perceber mais e mais nossa identidade com os outros, não há dúvida que começaremos a desejar a felicidade e bem-estar dos outros tanto quanto as desejamos para nós mesmos. Quando prosseguimos, a pensamento se torna um desejo sincero pela felicidade e bem estar na vida dos outros. Não há necessidade de ações benéficas, apenas ver outras pessoas experimentarem felicidade e alegria em suas mentes se torna uma experiência alegre para nós. A alegria dos outros se torna a nossa alegria, ficamos felizes com a experiência da alegria nos outros. Isso, em termos budistas, é conhecido como amor-bondade, uma atitude mental grandiosa e saudável que nos traz benefíco incomensurável. Agora, ao mesmo tempo, não apenas experimentamos um estado mental mais alegre, estamos começando a trabalhar com, e superar, uma das mais sérias limitações e fontes de dor em nossas vidas. Quando genuinamente experimentamos a felicidade na alegria e felicidade dos outros, estamos nos libertando da experiência do ciúme e inveja. Ciúme e inveja são os opostos de amor-bondade. Eles se desenvolvem da noção egoísta de que somos melhores do que os outros e deveríamos ter mais e o melhor para nós mesmos. Isso nos deixa com desejo e apego o tempo todo, às custas de causar dano às outras pessoas. Então, se alguém mais experimenta alegria e felicidade, isso se torna uma causa de grande desconforto para nós. Experimentamos a dor do ciúme, uma emoção completamente venenosa. Ninguém cuja mente esteja cheia de ciúme pode experimentar qualquer felicidade. Não importa quantos posses se tenha acumulado, se experimentamos as emoções conflitantes de ciúme e inveja, não é posível ser feliz nem ter uma mente clara. Assim, se temos a oportunidadede começar a trabalhar com uma mente clara e perceptiva através da prática da meditação shine, devemos fazê-lo. Dessa forma, temos a base de uma mente estável e podemos começar a desenvolver uma mente de amor-bondade. Cultivando esta qualidade da mente, experimentamos grande quantidade de benefícios. Nossas mentes se tornam calmas, estáveis e sensíveis. Trazemos a felicidade nos tornando sensíveis às necessidades dos outros. Reduzimos a intensidade do ciúme, inveja e outras emoções negativas e conflituosas em nossas mentes. Reduzindo o que é negativo nos tornamos mais capazes de manifestar qualidades benéficas. Cultivando esta mente de amor-bondade damos nascimento à experiência da compaixão, da verdadeira compaixão, o nobre coração da compaixão. No ensinamento budista, a compaixão surge de ver e entender a natureza do sofrimento e o desejo de todos os seres de serem livres do sofrimento. Quando se refletiu bem e longamente sobre isso, se desenvolve uma sensibilidade, uma suavidade e ternura pelos outros. Assim como não desejamos que o sofrimento venha para nós, também não há desejo de que quelquer outro ser experimente o sofrimento. O sofrimento na vida dos outros se torna tão doloroso quanto em nossa própria vida. Sendo assim, nosso desejo genuíno é de que os outros se tornem livres do sofrimento, da carência, do conflito etc., e isto é a verdadeira compaixão. E assim vemos como uma coisa leva a outra, um benefício leva a outro, assim também uma ação ou atitude nociva leva a outra. É uma importante encruzilhada, uma escolha importante. Praticando a meditação sentada, nossas mentes se tornam calmas e claras. Podemos olhar para nossas vidas sem o domínio de pensamentos auto centrados. Podemos ver como somos dependentes de nossos semelhantes, seres humanos, e como somos muito parecidos. Isso leva a um sentimento de amor-bondade pelas outras pessoas, e a um desejo de que eles tenham alegria em suas vidas e sejam livres de danos. Á medida que este tipo de pensamento se fortalecem, começamos a sentir a felicidade em nossas próprias vidas através de desejar o bem para os outros. Através dessa experiência nos libertamos dos sentimentos venenosos de ciúme, inveja e de outras emoções negativas a que eles conduzem, tal como o ódio e o desespero. E quando nossa intenção de nunca ver danos serem causados a outros e nosso compromisso de nunca causar dano à vida de outras pesoas for muito profunda, e queremos ver apenas o bem chegar para todos, nós pavimentamos o caminho para a mente de compaixão, temos compaixão por todos os seres. Sem esta progressão de amor-bondade e compaixão, a experiência do ciúme leva à expressão de agressão, ódio, raiva, ressentimento e a toda a família das emoções negativas. as ações e atitudes que acompanham tais pensamentos e emoções causam grandes prejuízos aos outros, e tremendos prejuízos a nós mesmos. Todos os danos e toda a miséria que experimentamos no mundo e em nossas vidas é devida a um cataclisma de emoções negativas e conflitantes. Elas são tão poderosas que se manifestam em ações negativas que arruínam nossas vidas familiares e relacionamentos e causam tremendas dores às pessoas que amamos. Numa grande escala elas causam destruição como a primeira e segunda grandes guerras. Vez após vez grandes mestres budistas disseram: Não existe maior benefício do que as tendências altruístas de amor-bondade e compaixão; não existe maior dano do que as emoções de agressão e ciúme. Não importa quão poderoso nosso inimigo externo possa ser, ele não pode nos causar dano maior do que nosso próprio padrão de agressão e ciúme. Sabendo disso, e estando avisados do potencial destrutivo que temos, e inspirados pelo benefício potencial que podemos atingir, precisamos nos sentar conosco mesmos e, através de não intelectualizar e filosofar, trabalharmos conosco mesmos e promovermos nosso desenvolvimento interior. Os bodisatvas com mentes perfeitamente iluminadas descobrirarm que a energia para extender atividades iluminadas para o benefício dos outros vêm apenas através de ter gerado a pura mente de amor-bondade e compaixão. Como uma coisa leva a outra, depois disso vem a obtenção do coração desperto, ou bodichita, que leva aos estágios dos bodisatvas e à experiência de budeidade. Apenas quando existe uma boa base de amor-bondade e compaixão, amor-bondade totalmente imparcial e compaixão, surge a bodichita que permeia a mente e permite que se tome os preciosos votos de bodisatva, os votyos de querer beneficiar a todos os seres sem excessão, e de querer executar quaisquer ações que tragam o benefício de todos os seres. Através do despertar da biodichita, os padrões egoístas e motivações auto centradas são eliminados do amor-bondade e compaixão, e eles se aplicam a todos, sem excessão. Apenas quando existe um pano de fundo de mente do despertar, e os inseparáveis amor-bondade e compaixão, se pode estudar e progredir no caminho Vajrayana. Gerar esta bodichita é o caminho bem conhecido. e de fato é o único caminho para atingir a sabedoria pela qual ansiamos e atingir o estado da mente desperta. Sem a mente de amor-bondade e compaixão a experiência da iluminação não é possível. Somente uma mente com a adequada bodichita pode experimentar o tremendo benefício dos meios Vajrayanas, tais como iniciações e transmissões. Podemos fazer esforços em direção à mente iluminada e à liberdade da confusão e do sofrimento, mas sem a fundação adequada da bodichita nada vai acontecer. É como a pedra dura, não importa quantas vezes você a lavar e despejar água nela, ela não vai se amaciar e desmanchar. Da mesma forma, não importa que prática espiritual se faça, se ela for desprovida de amor-bondade e compaixão, não se vai atingir qualquer realização considerável. Em vez disso, se corre o perigo de se auto-glorificar com todos os tipos de materialismo espiritual, impressionando aos outros e a nós mesmos com as práticas espirituais que se realiza. É melhor não fazer práticas espirituais. Não existe nada mais daninho, e além disso confuso, do que se adornar com o materialismo espiritual. O totalmente iluminado disse: Esforçar-se pela iluminação sem cultivar a mente da bodichita é como semear sementes no ar, elas nunca vão dar frutos. Os meios do caminho Vajrayana são muito profundos. Quando as pessoas dizem que se pode experimentar a sabedoria primordial, o mahamudra, o maha ati, isto é verdade. Mas é apenas verdade quando existe a bodichita, a mente iluminada de amor-bondade e compaixão para o benefício de todos os seres. Não poderia haver nada mais importante, nem uma visão mais grandiosa, do que aspirar pela experiência da mente desperta, como os bodisatvas e os budas. Reflita sobre isso e, com o passar do tempo, comece de alguma forma a experimentar o florescer da mente de amor-bondade e compaixão por todos os seres. Esse é o texto de uma palestra do Venerável Khenpo Karthar Rinpoche sobre o mesmo tema, dada na cidade de Albuquerque, New Mexico, USA.
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Comentarios
sou catalica, mais achei muito enterressante
, sofro de ansiedade, chegor ate passar mau! aprende que tenho que controla minha mente...
bjosssssssss
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