Bardo, morte e renascimento

Bardo, morte e renascimento

 

3 DVDs - 5h 22min. - R$ 75,00

Sob demanda - assistir nessa página - R$ 32,00

 

Esta série de 3 DVDs aborda o tema Bardo, morte e renascimento, de acordo com a visão do Budismo Tibetano, ensinamentos dados pelo Lama Tartchin.

Com a duração de 5 horas e 22 minutos, essa série traz uma explicação dos fenômenos vividos no período pós-morte, e explica de que forma o praticante budista pode se preparar para aproveitar essa oportunidade para atingir a liberação ou, ao menos, garantir um renascimento em condições favoráveis.

O termo bardo significa "período intermediário" em tibetano, neste caso trata-se do período transcorrido entre a morte física e o renascimento.

Nos textos budistas, diz-se que os seres humanos têm corpo, fala e mente. O corpo é feito de carne e osso enquanto a mente é a coleção das oito consciências e a fala é uma colaboração do corpo e mente para criação de som para comunicação com os outros. O corpo e o mecanismo da fala são criados no útero da mãe, se desenvolvem significativamente no nascimento e cessam na morte.

A mente, entretanto, não é criada no útero da mãe e não desaparece como o corpo depois da morte. Através de tempos sem começo a mente se manteve habituada a suas tendências kármicas. Através da força de se agarrar a um eu, a mente toma uma forma física no útero da mãe na concepção e este processo é chamado "nome e forma" nos doze elos originação interdependente. "Nome" se refere aos quatro agregados mentais: sensação, identificação, eventos mentais e consciência. "Forma" se refere ao primeiro agregado da forma. Existe, então, a combinação de nome e forma.

A mente, por se agarrar a uma noção de eu, adota o elo da originação interdependente "nome e forma" no útero da mãe. A consciência do próprio feto vem do segundo elo da originação interdependente; a acumulação de ações realizadas na vida anterior. Devido a essa acumulação, a consciência toma uma nova forma numa determinada vida nova A consciência desta vida começa no útero e vem de uma vida anterior, baseada nas ações realizadas em vidas anteriores.
Do momento do início da vida até a hora da morte, a mente e corpo se mantém unidos, e se separam após a morte. Depois o corpo se torna um cadáver e a mente continua a experimentar novas sensações e aparências. O tempo entre o fim da vida anterior e a hora da concepção em um útero é chamado bardo em tibetano, ou estado intermediário em português.
Como é a consciência no bardo? É ensinado que se tivermos sido cegos ou surdos durante a vida, vamos ser capazes de ver e ouvir durante o bardo, ou seja, nossas faculdades estarão completas. Não existirá cegueira, não se será manco, nem haverá deficiências sensoriais no bardo. De acordo com o Abidharma um ser no bardo tem o poder de atividade miraculosa de forma que ele pode ir a qualquer lugar, o que causa um grande problema para os seres neste estado. Enquanto estamos vivos, a mente pode ser muito distraída porque pode pensar em várias coisas, movendo-se entre elas enquanto se mantém ancorada a um corpo sólido. Podemos pensar sobre tudo que quisermos enquanto o corpo fica no mesmo lugar. Durante o bardo, ao contrário, a mente pensa em um determinado local e estamos automaticamente lá.Quando chegamos, pensamos em outro lugar e imediatamente aparecemos lá. Não existe nenhuma estabilidade no bardo, é impossível achar um lugar onde possamos ficar com estabilidade, somos como uma pena soprada pelo ento Este estado causa grande confusão e sofrimento.

O que pode ser útil para o indivíduo na hora da morte? Se um praticante foi capaz de conquistar algum entendimento sobre a natureza da mente através do desenvolvimento de atenção e percepção e foi também capaz de ver como a mente funciona e estabelecer estabilidade mental, esta prática feita durante a vida vai ser benéfica durante o bardo. No bardo a atenção e a consciência das atividades da mente são importantes e a estabilidade mental é também muito benéfica para o bardo. Quando a mente é separada do corpo, ela experimenta a qualidade da consciência nua. Sem a prática da meditação não vamos ser capazes de reconhecer o que está nos acontecendo nem entender as aparência que surgem. Com o desenvolvimento da meditação estável do shamata e a consciência da meditação vipashyana, vamos ser capazes de reconhecer o que está acontecendo, usando a clareza mental. Podemos entrar em um estado de meditação na hora da morte. Quando grandes praticantes morem, eles são capazes de entrar no estado chamdo de thug-dam e consequantemente ter controle sobre a morte. Nesse estado de meditação o corpo permanece quente e as células do corpo não iniciam o processo de dissolução. Estes são os sinais de que um grande praticante entrou em um estado de meditação na morte e é capaz de permanecer neste estado voluntariamente.

Se reconhecemos a natureza da mente na morte, não vamos ficar com medo quando aparências desconhecidas nos confrontarem, mas vamos saber que a morte se estabeleceu e vamos ser capazes de reconhecer as manifestações da morte. Sem o reconhecimento da morte e das aparências que surgem depois dela, ficaremos assustados e não teremos controle de nossas mentes, que então ficará fora de contole e não pode ser acalmada.

Precisamos então praticar a meditação enquanto estamos vivos para sermos capazes de controlar a mente durante o bardo.

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