Viver, Morrer e Renascer: Ensinamentos sobre o Bardo

 

Viver, Morrer e Renascer: Ensinamentos sobre o Bardo

 

 

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9h 21min - R$ 40,00

 

 

Os ensinamentos sobre os Quatro Bardos são únicos ao budismo tibetano, dentre eles há o bardo que lida com o processo da morte, do morrer e do renascer tal qual experimentado pela mente do indivíduo nesse momento.

Lama Tartchin ensinará sobre os 4 Bardos (estados intermediários da vida, do dormir, do samadhi e do morrer), dando ênfase no bardo do morrer, e de como a mais simples das meditações pode ser de importância crucial para a liberação dentro da experiência do Bardo.

O termo bardo significa "período intermediário" em tibetano, neste caso trata-se do período transcorrido entre a morte física e o renascimento.

Nos textos budistas, diz-se que os seres humanos têm corpo, fala e mente. O corpo é feito de carne e osso enquanto a mente é a coleção das oito consciências e a fala é uma colaboração do corpo e mente para criação de som para comunicação com os outros. O corpo e o mecanismo da fala são criados no útero da mãe, se desenvolvem significativamente no nascimento e cessam na morte.

A mente, entretanto, não é criada no útero da mãe e não desaparece como o corpo depois da morte. Através de tempos sem começo a mente se manteve habituada a suas tendências kármicas. Através da força de se agarrar a um eu, a mente toma uma forma física no útero da mãe na concepção e este processo é chamado "nome e forma" nos doze elos originação interdependente. "Nome" se refere aos quatro agregados mentais: sensação, identificação, eventos mentais e consciência. "Forma" se refere ao primeiro agregado da forma. Existe, então, a combinação de nome e forma.

Precisamos então praticar a meditação enquanto estamos vivos para sermos capazes de controlar a mente durante o bardo.

Tendo cultivado a prática de meditação, podemos entrar em um estado de profunda meditação ou samadhi na hora da morte. Sem essa prática vamos cair em um estado de inconsciência e acordar experimentando várias delusões, que são manifestações de cem deidades pacíficas e iradas em nosso interior.

Se reconhecemos a natureza da mente na morte, não vamos ficar com medo quando aparências desconhecidas nos confrontarem, mas vamos saber que a morte se estabeleceu e vamos ser capazes de reconhecer as manifestações da morte. Sem o reconhecimento da morte e das aparências que surgem depois dela, ficaremos assustados e não teremos controle de nossas mentes, que então ficará fora de contole e não pode ser acalmada.

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